Entrevistando Leonardo da Vinci parte 2
- Dom Ramos

- 23 de jan.
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Atualizado: 27 de jan.
Parte 2
Dom Ramos
Parte 2. O ano é 1502. Estou num ateliê em Florença na Itália renascentista, cheirando a óleo de linhaça, couro e pergaminho. Leonardo, com 50 anos, semblante sereno e barba grisalha...

Repórter: Mestre, ouvimos que o senhor anda estudando muito os rostos humanos e suas expressões… estaria preparando algum retrato novo e diferente?
Leonardo: (Com ar misterioso): sim… tenho em mente pintar o semblante de uma dama que trará em si o mistério do sorriso humano. Quero que, ao olhá-la, cada pessoa sinta algo diferente — alegria, dúvida, curiosidade. Ainda não iniciei tal obra, mas ela já vive em meus pensamentos.
Repórter: Muitos o chamam de homem à frente de seu tempo. O senhor se sente parte do futuro ou ainda ligado ao seu presente?
Leonardo: Sou filho deste século, mas meu espírito vagueia como rio que deseja ver o mar antes de nele desaguar.
Repórter: Mestre, ao pintar A Santa Ceia, como buscou retratar a emoção dos apóstolos no momento em que Cristo anuncia a traição?
Leonardo: Quis capturar não apenas os rostos, mas as almas. Cada apóstolo move-se como o mar quando uma pedra é lançada: uns se erguem em espanto, outros recuam em dor, e todos refletem a tempestade do coração humano diante da palavra de Cristo.
Repórter: Se pudesse deixar uma mensagem para as gerações que ainda não nasceram, qual seria?
Leonardo: Olhem para o mundo com olhos de criança e mãos de artesão. Nada é pequeno para quem deseja compreender, e nada é impossível para quem ousa criar.





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